Miguel e o silêncio do corpo
Tema: Quando o corpo fala mais alto
Miguel era gestor de projetos e tinha orgulho em ser o “resolvedor” da equipa.
Chegava cedo, saía tarde, trabalhava ao fim de semana. Apesar de todo o bom trabalho desenvolvido não era promovido. Durante muito tempo, sentiu-se indispensável.
Entretanto o corpo começou a protestar. Primeiro, o grande cansaço constante. Depois, a irritação sem motivo. Por fim, o vazio: nada do que fazia parecia suficiente.
Num dia qualquer, ao olhar o ecrã sem conseguir focar-se, admitiu a si próprio algo que há muito deveria ter aceite: estava esgotado.
Não tinha criatividade nem forças para trabalhar, não era preguiça, era burnout, o corpo a gritar o que a mente insistia em calar.
🧭 Reflexões
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Que sinais o meu corpo tem tentado mostrar-me e eu insisto em ignorar?
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O que ganho em estar sempre disponível… e o que estou a perder?
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Que tipo de descanso realmente me regenera (e não apenas distrai)?
🌱 Exercício prático — A minha Bateria JD-R
- Escreve as 5 exigências que mais drenam a tua energia.
- Lista 5 recursos que te ajudam a recuperar (apoio, pausas, propósito, flexibilidade).
- Escolhe 1 ação concreta para reduzir uma exigência e 1 ação para aumentar um recurso.
- Observa, ao fim da semana, se a tua “bateria” está mais carregada.
✨ Lembra-te: produtividade sem vitalidade é insustentável. O corpo não é inimigo, é o teu primeiro aliado.

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