Deixar ir não é desistir


 

Hoje é o primeiro dia do décimo mês do ano. Outubro chega como uma estação de passagem, em que a natureza nos mostra, com simplicidade e sabedoria, o valor de soltar. 

As árvores libertam as folhas, não por fraqueza, mas por confiança no ciclo da vida. Elas sabem que só deixando ir o velho é que terão espaço para o novo.

Assim também nós. Ao olharmos para 2025, percebemos que muitas coisas já cumpriram o seu propósito: sonhos que se realizaram, outros que se transformaram; relações, projetos ou ideias que já não nos servem. 

"Quando solto o que sou, torno-me aquilo que poderia ser. Quando solto o que tenho, recebo o que preciso.” Lao Tsé

Segurar o que já não faz sentido é como tentar prender as folhas secas aos ramos, apenas nos rouba energia.

Deixar ir não é desistir. 

  • É um ato de coragem e sabedoria. 
  • É abrir espaço, é confiar que o vazio aparente se tornará fértil. 
  • É acreditar que, depois do inverno, a primavera sempre regressa, trazendo o renascer.

Que outubro nos inspire a largar com gratidão o que terminou, para que possamos caminhar mais leves, disponíveis para o novo ciclo que se prepara a germinar. Porque o futuro não se constrói no peso do que passou, mas na leveza do que somos capazes de recomeçar.

“É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela que dança.” Nietzsche
O aparente vazio ou desconforto pode ser o solo fértil de algo maior.

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