Fome emocional: Quando o cérebro procura alívio no prato
Imagina este cenário: depois de um dia cheio de pressões, preocupações e tarefas acumuladas, chegas a casa. Não estás realmente com fome, mas sentes um vazio. Abres o frigorífico e procuras algo doce ou salgado, como se esse alimento fosse a solução para o desconforto que carregas.
Já te aconteceu?
Este impulso tem nome: fome emocional. E ela está intimamente ligada à ansiedade e ao funcionamento das nossas hormonas, em especial, o cortisol, a leptina e a grelina.
Cortisol: o combustível da ansiedade
Quando estás ansioso(a), o corpo liberta cortisol, a chamada “hormona do stress”. Num curto prazo, ele prepara o corpo para reagir. Mas em excesso, desequilibra o sistema:
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Aumenta a vontade de comer alimentos ricos em açúcar e gordura, porque o corpo procura energia rápida.
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Sabota a clareza mental, fazendo-te confundir fome física com necessidade emocional.
👉 Pergunta poderosa: Será que o que sentes é realmente fome… ou é o teu cérebro a pedir alívio para o stress acumulado?
Leptina: a hormona que deveria dizer “já chega”
A leptina é responsável por sinalizar ao cérebro que já comeste o suficiente. Mas o excesso de cortisol e a falta de descanso podem “ensurdecer” o corpo para essa mensagem.
Resultado: mesmo depois de comer, não sentes saciedade verdadeira.
👉 Reflexão: Quantas vezes continuaste a comer, mesmo já sentindo o estômago cheio?
Grelina: o gatilho da fome
Se a leptina é o travão, a grelina é o acelerador. É a hormona que estimula o apetite.
O problema é que o stress crónico e o sono insuficiente aumentam os níveis de grelina, levando a uma sensação constante de fome.
Ou seja, a ansiedade não só te deixa em alerta, como “engana” o corpo para acreditar que precisa de mais comida.
Como quebrar este ciclo?
Não se trata de força de vontade apenas. É ciência aplicada ao dia a dia. Eis alguns mecanismos para recuperar o equilíbrio:
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Sono de qualidade – dormir bem regula a leptina e a grelina, reduzindo episódios de fome emocional.
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Gestão do stress – técnicas de respiração, mindfulness e exercício físico ajudam a baixar o cortisol.
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Alimentação consciente – fazer pausas para perguntar: “Estou com fome no corpo ou na alma?”
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Autoconhecimento – identificar os gatilhos emocionais que levam à procura de comida como escape.
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Propósito e alinhamento – quando tens clareza do teu “porquê”, a ansiedade diminui e os impulsos tornam-se mais controláveis.
Um convite para ti
A fome emocional é um sinal. Um pedido do corpo para que pares e escutes. Mais do que um problema alimentar, é um convite a olhar para dentro, a reconhecer emoções e a transformá-las em energia saudável.
👉 Então, pergunto-te:
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O que realmente procuras quando abres o frigorífico sem fome?
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Que emoção estás a tentar silenciar com comida?
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Que outra prática, uma caminhada, uma conversa, uma respiração profunda, poderia substituir esse gesto automático?
Recorda-te: quando aprendes a ouvir o corpo e a mente, o prato deixa de ser um refúgio… e a vida torna-se mais leve e equilibrada.
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