Ao longo da minha vida já vivi momentos em que parecia não ter asas suficientes para voar. Talvez também já tenhas sentido isso: quando os desafios parecem maiores do que nós, quando os erros pesam mais do que os acertos, quando as adversidades nos deixam sem forças.
E, ainda assim, tal como as abelhas, pequenas, redondinhas e com asas minúsculas para o tamanho do seu corpo, eu continuei a voar. Nem sempre em linha reta, nem sempre com a leveza que gostaria, mas com a certeza de que cada batida de asas me levava mais longe.
O que a abelha me ensinou 🐝
Quanto mais observo as abelhas, mais vejo nelas metáforas de vida.
- A abelha é resiliente: apesar das asas curtas, voa incansável.
- É dedicada: cada uma tem uma função clara na colmeia, recolher pólen, produzir mel, cuidar das crias, proteger a rainha.
- É organizada e sociável: vive em comunidade, num sistema de cooperação onde cada gesto importa, cada uma sabe a sua função e importância e sem conflitos entre elas.
- É essencial e ecológica: poliniza flores, sustenta ecossistemas e é um dos insetos que garantem a continuidade da vida na Terra sem a destruir.
Cada abelha tem uma missão. E, mesmo sabendo que a sua vida é curta, dá o seu melhor a cada dia, deixando um legado imenso. Sem ego, sem pressa, sem comparação. Apenas sendo… uma abelha.
A vida das abelhas lembra-nos que não importa o tamanho das nossas asas. Importa a intenção, a entrega e a capacidade de voar em direção ao que dá sentido.er consciente e estar em movimento… é a verdadeira arte de Saber Ser.
Podemos viver para além de nós próprios, contribuindo para algo maior.
O PDCA da vida 🌱
Foi através desta observação que percebi como o ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act) se reflete também no voo da abelha e na vida do Ser Humano.
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Plan (Planear): a abelha não voa ao acaso. Ela observa, identifica as flores certas e define o seu percurso. Também eu, perante um desafio, aprendi a parar e refletir: onde quero chegar? Qual a intenção do meu voo?
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Do (Executar): depois de planear, a abelha age. Voa, experimenta, arrisca. Mesmo que as condições não sejam perfeitas. Também eu precisei de aprender a dar o passo, mesmo sem garantias.
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Check (Verificar): ao regressar à colmeia, a abelha avalia: trouxe néctar suficiente? O caminho foi o melhor? Também eu, ao olhar para trás, compreendo que cada erro é um professor e cada tentativa uma lição.
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Act (Agir): a abelha ajusta. Se uma flor já não tem néctar, procura outra. Se uma rota já não é eficaz, encontra uma nova. Também eu posso reajustar, melhorar, e voltar a tentar sempre.
As sabedorias do Ser em Movimento ✨
Das abelhas, retiro um conjunto de sabedorias que se alinham com o propósito do Projeto Ser em Movimento.
Elas lembram-me que o mais importante não é o tamanho das asas, mas a coragem de as bater todos os dias:
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Bee Happy (Sê feliz): a felicidade não está no tamanho das tuas asas, mas na forma como as usas. É sobre ser feliz mesmo em dias nublados.
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Bee Kind (Sê gentil): a bondade é o mel da vida doce, nutritivo, que se multiplica quando partilhada. É sobre ser gentil, começando comigo e estendendo aos outros.
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Bee Resilient (Sê resiliente): a dor pode ser transformada em aprendizagem, e cada queda pode ser um degrau para subir mais alto.
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Bee You (Sê tu): não precisas de imitar outra abelha. O teu voo é único, e o teu contributo é essencial.
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Bee Connected (Sê conectado): tal como as abelhas vivem em comunidade, também nós florescemos em cooperação.
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Bee Aware (Sê consciente): cada escolha é como pólen levado pelo vento, tem impacto no planeta, nos outros e em nós mesmos.
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Bee in Movement (Sê em movimento): nunca pares de aprender, crescer, experimentar. É sobre nunca desistir de evoluir.
A minha reflexão final 🌸
Olhando para trás, percebo que os meus altos e baixos não foram diferentes dos voos incertos de uma abelha.
Tive quedas, momentos de cansaço, rotas sem saída. Mas foi exatamente nesses momentos que a vida me convidou a aplicar o meu próprio PDCA: refletir, ajustar, levantar e voltar a voar.
É isso que me move no Projeto Ser em Movimento: ajudar cada pessoa a encontrar as suas asas, a aceitar as suas fragilidades, e a transformar cada dia num ciclo de crescimento.
Porque, no fundo, não importa o tamanho das minhas, das tuas asas.
O que importa é a coragem de as bater, todos os dias.
E eu, tal como tu, continuo a aprender a voar.


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