Ansiedade: O alerta silencioso

 


Ansiedade: O alerta silencioso que afeta o cérebro, o corpo e o desempenho pessoal

Já alguma vez sentiste uma pressão no peito, pensamentos acelerados ou uma vontade quase incontrolável de comer algo doce ou salgado, mesmo sem fome real? 

Muitas vezes, esse impulso não é físico. É a chamada fome emocional, um reflexo da ansiedade entre outros. Mas o que poucos percebem é como a ansiedade influencia o funcionamento do cérebro e, consequentemente, o desempenho do ser humano no seu todo.

A ansiedade é positiva quando é temporária e está associada a períodos de adaptação e nos motiva a agir ou a procurar mais e melhor no dia a dia, porém quando é continua pode tornar-se sabotadora e patológica.


Quando a ansiedade se torna sabotadora

Tal como a autoimagem atua como um “termostato interno” que regula comportamentos, a ansiedade pode distorcer a forma como nos vemos e limitar o que acreditamos ser capazes de alcançar. A longo prazo, este estado constante de alerta mina a motivação intrínseca, aumenta a procrastinação e pode levar ao desalinhamento entre o que desejamos e o que realmente fazemos.

A pergunta que deixo é: será que a tua ansiedade tem servido de motor ou de travão na tua vida?


O que acontece no cérebro ansioso?

A ansiedade ativa a amígdala cerebral (parte do sistema límbico), responsável pelas respostas de alerta e essencial na regulação das emoções e na resposta a estímulos ameaçadores

O corpo entra em modo de sobrevivência: liberta cortisol e adrenalina, acelera o coração, aumenta a vigilância. Este mecanismo seria útil se estivéssemos perante um perigo real. Mas quando o “alarme” dispara sem motivo, desgasta a mente e o corpo.

    Resultado: dificuldade de concentração, memória prejudicada, fadiga mental e     um bloqueio criativo que trava o desempenho em todas as áreas da vida.

Agora pensa: quantas vezes a tua produtividade caiu não por falta de capacidade, mas porque a tua mente estava dominada pela ansiedade?


Mecanismos para controlar a ansiedade

Não existe uma receita única, cada pessoa tem o seu percurso. Mas há estratégias cientificamente comprovadas que ajudam a recuperar o equilíbrio:

Respiração consciente – Praticar exercícios de respiração profunda acalma a amígdala e reduz o cortisol

    👉 Pergunta para refletir: Como respiras, inspiras e expiras corretamente?

    👉 Pergunta para refletir: Quando foi a última vez que respiraste fundo antes de     reagir?

Reestruturação de pensamentos – Identificar crenças limitadoras e substituí-las por narrativas fortalecedoras.

    👉 O que costumas dizer a ti mesmo(a) quando falhas? És o teu pior crítico ou o     teu melhor aliado?

Definição de propósito – A clareza sobre o “porquê” reduz a ansiedade, pois dá sentido até aos desafios mais difíceis.

    👉 Pergunta poderosa: Se eu continuasse exatamente como estou, onde estaria     daqui a 1 ano? Essa visão inspira-me ou preocupa-me?

Cuidar do corpo para cuidar da mente – Sono de qualidade, alimentação equilibrada e movimento físico diário são fundamentais para regular o sistema nervoso.

Prática de atenção plena (mindfulness) – Desenvolve consciência, permitindo observar emoções sem ser dominado por elas.


Um convite à ação

A ansiedade pode ser um alerta precioso, um convite a olhar para dentro e alinhar pensamentos, emoções e ações. O primeiro passo é identificar a origem: O que a tua ansiedade está a tentar dizer-te?

Recorda-te: não és definido(a) pela tua ansiedade. És muito mais do que o que sentes nos momentos de maior pressão. O cérebro é plástico, e com treino, prática e autoliderança, é possível transformar ansiedade em clareza e movimento.

👉 Então, pergunto-te: Que prática vais experimentar hoje para transformar a ansiedade em equilíbrio?

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