O preço de ignorar o teu corpo — e o que podes fazer hoje para reequilibrar a tua vida
Era segunda-feira, 12h00. A Ana de manhã tinha tratado do filho, o marido levou-o para a escola e ela se dirigiu para o trabalho, depois de meia hora de transito e ter chegado às 8h30 para se preparar para uma reunião. Sentia-se cansada e ainda o dia ia a meio, já estava no terceiro café, enquanto ia respondendo a e-mails e ia pensando no jantar. Nem se lembrava se tinha dormido bem. Nem sequer se lembrava se tinha bebido água. Ia almoçar uma sandes porque não tinha tempo de parar muito tempo. “Tenho mais que fazer”, dizia para si mesma, enquanto o corpo lhe gritava o contrário.
Talvez já tenhas passado por algo parecido. Talvez estejas aí, agora mesmo, a fazer malabarismo entre prazos, família, contas, ambições e uma lista de tarefas que nunca acaba.
O mundo aplaude quem está sempre ocupado. Mas esquece-se de aplaudir quem sabe parar.
E parar não é desistir. É escolher viver com mais presença. Mais saúde. Mais clareza.
Porque, verdade seja dita: nada floresce num corpo exausto.
Se acordas cansado(a), se adias tudo o que é prazer e colocas-te sempre em último lugar, há algo que precisa mudar — e não é o mundo. És tu.
🎯 O teu corpo é o teu alarme interno. Mas estás a ouvi-lo?
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A falta de movimento trava a tua energia.
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A ausência de hobbies mata a tua criatividade.
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A desidratação afeta todo o teu corpo, saúde, humor e foco.
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A má higiene do sono esgota-te silenciosamente.
E no meio disto tudo, acreditas que estás a ser produtivo(a). Mas estás apenas a sobreviver.
💡 A boa notícia? Não precisas de uma revolução. Basta um compromisso.
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Mexe-te 15 minutos várias vezes ao longo do dia — não para te encaixares, mas para libertares o que te prende.
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Resgata aquele hobby esquecido — sim, aquele que te fazia perder a noção do tempo.
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Bebe água — antes do corpo te implorar por ela.
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Desliga os ecrãs uma hora antes de dormir — o teu cérebro agradece.
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E sobretudo: ouve-te. Aprende a escutar os sinais subtis antes que se tornem gritos.
🔁 Conciliação entre vida pessoal e profissional não é equilíbrio perfeito. É harmonia dinâmica. É fazer pausas conscientes no meio do caos. É cultivar bem-estar para que a tua performance não custe a tua paz.
Como dizia Sócrates:
“Não é viver que importa, mas viver bem.”
E viver bem começa por ti. Hoje. Aqui. Agora.

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